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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Guerra sem sentido

Do lado da Santa aqui me sento.
Na minha mesa leite e mel, fumegante de aconchego
Aqui me sento e aqui me esqueço
Esqueço-me do que sou, do que fiz e do que já fui.

Perto destes santos não ouço sinais nem trombetas.
Não existem cantigos angélicos. E a fé?!
Nem sei onde Ela pára
Mas o que é isto que se sucede?

Será o cheiro da derrota?
Será? Mas que questão idiota para um Romano.
Que acaba assim depois de tantas batalhas
Derrotado, sujo de sangue de espada e escudo em ounho.

As melhores batalhas são aquelas por quem batalhamos
E também por quem batalha por nós
A Batalha é aquela guerra pela qul nós damos um sentido nítido.

Mas quando tudo não passa de uma mera utopia,
Para quê batalhar?
Para quê batalhar? Interrogo-me eu.
Para quê viver nesta batalha quando q guerra não tem um sentido.

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