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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Guerra sem sentido

Do lado da Santa aqui me sento.
Na minha mesa leite e mel, fumegante de aconchego
Aqui me sento e aqui me esqueço
Esqueço-me do que sou, do que fiz e do que já fui.

Perto destes santos não ouço sinais nem trombetas.
Não existem cantigos angélicos. E a fé?!
Nem sei onde Ela pára
Mas o que é isto que se sucede?

Será o cheiro da derrota?
Será? Mas que questão idiota para um Romano.
Que acaba assim depois de tantas batalhas
Derrotado, sujo de sangue de espada e escudo em ounho.

As melhores batalhas são aquelas por quem batalhamos
E também por quem batalha por nós
A Batalha é aquela guerra pela qul nós damos um sentido nítido.

Mas quando tudo não passa de uma mera utopia,
Para quê batalhar?
Para quê batalhar? Interrogo-me eu.
Para quê viver nesta batalha quando q guerra não tem um sentido.

Taberna do Fado Virtual

Saramago divulga cegueiras em mar de leite
Mas eu hoje sigo por esta viela de paralelos brancos
Em busca de uma taberna e Fado
No fim encontro-me em Bombordo e fado virtual

Além, o almoço deixou-me bem disposto
Com mensagens de metáforas sedutoras
Preto e branco ou arco-íris colorido, hoje é isso que eu sou
Um amigo de cor monocromático! Vá la se saber?

Hoje o Porto estava a norte como sempre
Invicta em companhia de Gaia
Triste Gaia que viu seu amor arder em dor

O vicio desta folha embrulhada acompanha-me
Apezar de eu a tentar abandonar
Companhia é o k isto é, fumo e café.
Neste bombordo sem maré.

Mas que fado cantado, porque contado ninguém acredita
Nusica que qaui não se dança
Mas que conta sempre uma esperança
Pois com esperança sempre se alcança.

Desenha-me

Dormi e…
Sonhei q no outro lado da r ia algo existia
Ruínas ou Castelos, já nem sei bem.
Mas de certo seria algo diferente
Pois o que nós queremos é isso algo diferente.

Já fui delinquente, diferente e indiferente.
A musica já passou por mim em harmonia
Mas na minha mente sempre uma mão que agarra o meu coração
Pois nos dias de hoje não temos o direito de amar muito menos de o dar.

Nas Vielas pombos atordoados andam admirados e indiferentes

As portas essas estão fechadas
E nas pontas dois destinos diferentes,
Um para a frente onde o destino te observa
Outro para traz onde o passado te olha indiferente



Uso o divino como escapatória
O destino como uma interrogação
A fé como uma certeza
E no peito um Mar de força

Mas no final o k quero
Tu podes bem imaginar, talvez até desenhar.

Pois és tu o meu Mar.

Um quadro pintado por nós.

Aqui estou eu novamente lançado neste trajeto interrogativo
Tentando entender a linguagem corporal destes corpos que me rodeiam, observo
Por vezes nem eu entendo a linguagem que este corpo, o meu, me indica
Os sentimentos brotam deste, eu, ser vivo tão confuso.

Sinto a minha presença, a falta de ti e a falta dela que me põe tão incompleto
Desmontado na sua ausência.
Tento construir-me, construir-te construirmo-nos num projeto ambicioso
Mas ela entrava os meus sonhos e utiliza este corpo que lhe rendo sem condições.
Alegres personagens cruzam os meus trajetos, os olhares,
Pois o assombro do teu ser persegue-me, assombra-me e deixa-me a borda da loucura.
Pois são fardos pesados estes da traição, pois o teu ser só me tem como passageiro.
A paixão e o prazer são meus, mas aquilo que chamas de amor de facto não me pertence.
Falas-me de projetos que não me concernem e de castelos de areia que tens em mente.
Areia sim
Pois cada vez que te possuo na minha cama, é mais uma onda que derruba esse triste burgo.
Pois no Amor existe uma regra, quem ama não trai assim incondicionalmente como o fazes.

Não sei o que é isto, nem o que somos, mas sei bem o que fazes-mos
Por muito ignorantes nós passamos agir a paixão está lá
Os momentos também aqui estão
E só é cego quem quer ser e não ver que aquilo que nós temos é, mais que paixão.

Não falo por mim, falo por ti.
Pois sem condição tu submetes-te a mim numa linguagem corporal
Num enfeite de romance lírico do tipo contemporâneo
Num quadro de paixão, luxuria e ardor. Onde quem o pinta somos nós.

Não vou mais gloriolizar-te, tu já sabes de tudo pois sou transparente,
Transparente na minha maneira de ser e invisível aqueles que amas.
Gestos de bem ofereço aos teus, mas de certo alguém ficara com os louros,
Sou assim, descendo de algo divino pois só o divino tem uma força como a minha.

Sou imune ás tuas frases afiadas, decidi que o que vale a pena é ter-te como amante
Amiga arco Iris ou seja lá o que for.
Assim desfaço os sonhos de ontem e decido viver o presente de hoje
No que diz respeito ao amanhã só Deus e os seus sabem.